Belém, Brasil

Cidade Velha

Belém tem o mercado mais fotogênico do Brasil e não faz a menor questão de arrumar a mesa para a foto. Peixe no gelo, açaí no cesto, urubu no telhado. Tudo no seu lugar.

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Detalhe da pintura de Cidade Velha

O mercado de ferro veio da Europa em peças e abriu em 1901, no tempo da borracha. Os urubus vieram depois e não pensam em ir embora.

Detalhe da pintura de Cidade Velha

O açaí chega de barco, em cesto de palha. Aqui ele é grosso, sem açúcar, e acompanha peixe frito. Quem pede com granola está no estado errado.

Uma regra local

Em Belém se marca encontro para antes ou depois da chuva. A chuva já não é tão pontual quanto a fama dela, mas a pergunta continua valendo.

Detalhe da pintura de Cidade Velha

É da Catedral da Sé, aqui no alto, que o Círio sai no segundo domingo de outubro. Cerca de dois milhões de pessoas vão atrás da berlinda.

Detalhe da pintura de Cidade VelhaBarco de linha. O rio é a estrada.

Curiosidade

1625

O nome do mercado vem de uma balança de imposto.

Em 1625 os portugueses montaram ali a Casa de Haver o Peso, onde a mercadoria que descia da Amazônia era pesada e taxada. O posto fiscal acabou, o nome ficou e virou Ver-o-Peso.

As cores da Cidade Velha.

Céu de temporal

Azul do mercado

Rio barrento

Açaí

Brasil

1,46 S 48,50 O

Val de Cans, BEL, a 9 km

O segundo domingo de outubro, pelo Círio

Onde fica.

Belém, Brasil

Pintura de Cidade Velha, em Belém. A chuva da tarde desaba pontual sobre o mercado do Ver-o-Peso e as águas do Guajará. Peixe filhote frito na hora com açaí grosso sem açúcar, exatamente como deve ser consumido. Temporal de chuva tropical da tarde.